O sentimento que cala tantas pessoas *"com mais tempo de vida"* nasce como um casulo: tecido pela própria consciência e endurecido pelo preconceito do idadismo. Nesse espaço apertado, a voz se enfraquece, os desejos se recolhem, e o acesso ao mundo exterior parece desaparecer. É como se a maturidade fosse empurrada para um canto onde não há luz, apenas silêncio.Mas o casulo não é destino. Rompê‑lo exige coragem — uma coragem que não grita, mas insiste. Ao sair, a pessoa descobre que a maturidade e a velhice não são sombras, e sim novas fontes de brilho. Há caminhos inéditos, afetos renovados, possibilidades que antes não cabiam na pressa da juventude. A vida continua, e continua grande.E, ao atravessar essa membrana, algo essencial acontece: a pessoa percebe que não está só. *Há outros homens e mulheres fazendo o mesmo movimento, rompendo seus próprios casulos, buscando novas formas de existir*. A travessia, antes temida, revela uma comunidade inteira de vozes que se reencontram.A maturidade não é silêncio. É luz — e luz compartilhada.
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Esse tema é tratado de uma forma especial e única pelo livro Apesar da sua idade de Carlos Santarem.
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*Palestra “Apesar da sua Idade” – Falando sobre o preconceito do idadismo*
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