O texto provoca uma reflexão profunda sobre como a sociedade
mede valor: pela vitalidade ou pela aparência de juventude? Pela experiência ou
pela ilusão de novidade? O autor, ao sentir-se “morto” por um instante, revela
o impacto silencioso do preconceito etário — um impacto que não se vê, mas que
corrói.
No entanto, a narrativa também aponta para uma virada
filosófica: ao retomar a consciência, ele escolhe não reagir com agressividade,
mas com lucidez. Reconhece que envelhecer é inevitável, mas tornar-se obsoleto
é opcional. A maturidade, nesse sentido, não é peso, mas potência — a
capacidade de aprender, ensinar, rir de si mesmo e permanecer em movimento.
O trecho convida o leitor a perguntar: quantas vezes
aceitamos que nos digam qual é “a nossa idade” — e quantas vezes escolhemos
dizer, com firmeza, que o nosso tempo é agora?
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Carlos Santarem
Nota: Este tema é aprofundado em meu novo livro "Apesar da sua idade" cujo lançamento está programado para breve
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